Área de milho cresceu 7% nos EUA, diz USDA

Divulgadas ontem, as novas estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para as áreas plantadas de grãos naquele país na safra 2016/17, que já está em fase de semeadura, surpreenderam os analistas e provocaram fortes oscilações das cotações de soja e milho na bolsa de Chicago. Segundo o USDA, a área de milho alcança 38,08 milhões de hectares, 7% mais que na temporada 2015/16 e terceira maior extensão de cultivo do cereal no país desde 1944.

Antes do início da semeadura, o órgão previa 37,9 milhões de hectares, e os analistas esperavam que o relatório de ontem viesse com cerca de 37,6 milhões. Parte desse aumento expressivo se deu em áreas destinadas à soja no ciclo passado. Para a oleaginosa, o USDA estima 33,9 milhões de hectares em 2016/17, 1% mais que em 2015/16. Antes de o plantio começar, o órgão americano projetou 33,3 milhões de hectares, e os analistas esperavam uma revisão para cerca de 33,9 milhões de hectares, tendo em vista que a remuneração da soja é atualmente mais vantajosa que a do milho.



Assim sendo, o resultado dessa equação composta por fatos e expectativas foi uma forte queda dos preços do milho e uma alta considerável das cotações da soja ontem em Chicago. Os contratos futuros de segunda posição de entrega do cereal (setembro) fecharam a US$ 3,6550 por bushel, em queda de 12,25 centavos de dólar (3,2%). Já os papéis de segunda posição da oleaginosa (agosto) subiram 33,75 centavos de dólar (3%) e encerraram o pregão negociados a US$ 11,7425 por bushel. O USDA informou, ainda, que a área total de trigo dos EUA cairá 7%, para 20,6 milhões de hectares, e que a de algodão aumentou 17%.

Fonte: Valor Econômico



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