Importações de soja da China são 18% maiores no acumulado de 2017

A China, mais uma vez, bateu seus recordes nas importações de soja em abril com a compra de mais 8,04 milhões de toneladas. O volume, de acordo com os dados reportados pela Secretaria de Alfândega do país, é 13,4% maior do que o registrado no mesmo mês de 2016. Em relação a março, o total é de 26,7% maior. 

Com esses números, os chineses contabilizam o quarto mês consecutivo de importações mensais recordes. No acumulado do ano, as compras somam 27,54 milhões de toneladas, 18% maiores do que as do ano passado, neste mesmo intervalo. 

Segundo analistas do Commerzbank, os dados atualizados indicam que nos meses de maio e junho as compras da nação asiatica também podem alcançar volumes recordes, com algo entre 8 milhões e 9 milhões de toneladas. E para os analistas, essas informações ainda seguem consolidadas como importantes fatores de suporte para os preços. 

“As importações deverão continuar a crescer nos próximos meses, uma vez que a demanda chinesa por soja para a produção de ração animal e óleos comestíveis é contínua”, dizem os executivos do banco internacional. “Assim, a demanda muito robusta – especialmente da China, que responde por 60% do total – deve continuar dando sustentação às cotações da soja”. 

Suínos
Parte desse consumo intenso pela oleaginosa é de responsabilidade de uma indústria em constante crescimento de suínos. A Cofco, uma das gigantes estatatis do agro, afirma que a meta é de que, até 2020, se aumente a capacidade de produçãode 2 milhões para 5 milhões de animais. 

Margens de Esmagamento x Taxas de Importação
A preocupação neste momento, portanto bem pontual, se dá sobre as margens de esmagamento na China, as quais estão negativas e têm se mostrado assim nos últimos dois meses. Essa diferença, porém, vem diminuindo e o cenário é positivo. 

Ainda para amenizar este quadro, a informação que chegou do país no final da tarde da última sexta-feira (5) de redução nas taxas sobre o consumo para a soja importada na China devem contribuir ainda mais para a demanda. O valor será reduzido de 13% para 11% e a nova alíquota passa a valer a partir de 1º de julho. 

“A indústria de processamento chinesa vem importando quantidades recordes de soja desde outubro de 2016. A redução das taxas permitirá um preço mais atrativo ao consumidor chinês”, explica, em seu relatório a consultoria AgResource Brasil. A ARC Brasil estima que, nesta temporada, as compras chinesas alcancem um volume de 90 a 91 milhões de toneladas. 

http://www.cnabrasil.org.br/

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