BASF mostra seu diferencial em produtos e serviços

A maior e mais importante mostra da horticultura brasileira aconteceu entre os dias 22 e 24 de junho, na cidade de Holambra. Durante a 23ª Hortitec, o produtor rural pode conferir de perto as novidades e soluções para a agricultura.

Durante o evento, a BASF, empresa química de origem alemã, apresentou seu portfólio completo de produtos para controle de pragas, doenças e plantas infestantes em hortifrúti. Também disponibilizou uma equipe para esclarecer as dúvidas dos visitantes e agricultores que passaram pelo local.

Basf hortitec

Dentre os produtos apresentados está o OrkestraTMSC, que inibe a formação de fungos resistentes a outros fungicidas disponíveis no mercado e contribui para o manejo de resistência.

No ano passado, este fungicida foi aprovado pelo Ministério da Agricultura a inclusão de registro para mais 21 culturas além da soja, proporcionando um controle bastante eficiente de doenças em maçãs, batatas, tomates e cebolas, por conter em sua composição um ingrediente do grupo das carboxamidas.

Outro destaque foi o CabrioTop®, que auxilia no manejo da requeima, doença que pode causar grandes prejuízos aos produtores de batata e tomate por ser um fungo bastante agressivo. Este fungicida previne que essa doença se instale. Além disso, controla a pinta preta e fortalece as plantas contra a ação de bactérias, deixando a lavoura mais saudável e produzindo mais.

O RedaçãoAgro conversou com Daniel Andrade Vieira, Gerente de território para cultura de HF da Basf, que nos contou um pouco mais sobre as novidades não só em produtos, mas também sobre os programas e projetos da empresa.

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Daniel Andrade Vieira, Gerente de território para cultura de HF da Basf



RedaçãoAgro – Quais as conquistas da BASF neste último ano?

Daniel Vieira – A BASF conseguiu conquistar 191 novas extensões de uso para cultivo de HF. Com este aumento, estamos levando mais opções de produtos para os agricultores deste segmento fazerem o controle de pragas e doenças dentro da legislação, e de acordo com as recomendações técnicas adequadas.

 

RedaçãoAgro – E quais os planos e metas para os próximos?

Daniel Vieira – A Basf vem investindo bastante em pesquisa e desenvolvimento. A nível mundial, ela investe € 1,953 bilhão de euros por ano, sendo 27% desse total na área agrícola, em produtos e soluções para a agricultura. Estamos sempre buscando novos produtos com alta eficiência e baixo impacto ambiental.

Para os próximos anos, temos já programados 4 ou 5 produtos para serem lançados no mercado de HF e dar mais ferramentas para que o produtor atinja maior produtividade com segurança e tranquilidade.

 

RedaçãoAgro –  O senhor mencionou que a empresa está sempre em busca de produtos de baixo impacto ambiental, o que mostra uma preocupação com o meio ambiente. Como a BASF vê a questão de sustentabilidade?

Daniel Vieira – Essa é uma preocupação constante da empresa. Nos preocupamos em trabalhar com produtos que tenham registro, dentro da legislação, também temos um trabalho de orientação de aplicação aos produtores para fazer o uso correto dos defensivos no campo. Temos parceria com a Fundação Espaço Eco, que é responsável por desenvolver inúmeros trabalhos de eco eficiência.

Esses trabalhos de eco eficiência utilizam o método AgBalance, que identifica vários detalhes da agricultura, como biodiversidade, custos, resíduos, entre outros. Essas informações são analisadas e estudadas para garantir que a demanda de alimentos esteja em equilíbrio com a produção sustentável.

A BASF tem um trabalho muito forte na questão de sustentabilidade buscando equilibrar o impacto social, econômico e o ambiental.

RedaçãoAgro – A situação econômica brasileira tem afetado, de alguma forma, a empresa?

Daniel Vieira

A situação econômica do país tem afetado todas as áreas, mas, felizmente, no segmento agro, que é o que realmente segura o nosso país, a situação está um pouco mais favorável principalmente na área de HF, onde os preços dos produtos estão dando uma boa remuneração para o produtor. Para você ter uma ideia, hoje, o HF representa o segundo maior cultivo em faturamento para a empresa no Brasil.

RedaçãoAgro – Existe um discurso de que os agrotóxicos não são seguros e até a própria mídia buscam danos à saúde que possam ser atribuídos pelos resíduos deixados nos alimentos. Qual a sua opinião a respeito disso?

Daniel Vieira – Quando a mídia anuncia, por exemplo, que foram encontrados resíduos de 10 produtos proibidos em um produto no supermercado, logo é comum acreditar que foram encontrados venenos passíveis a trazer danos à saúde, mas não. O que acontece muitas vezes é que são produtos usados em outros cultivos, onde são feitos testes e aprovados, mas para aquele determinado cultivo ele não tem registro.

RedaçãoAgro – Como é feita a legalização dos produtos?

Daniel Vieira – Os testes para a legalização são rigorosos. No Brasil, podemos chegar a dez anos para se conseguir legalizar um produto. A BASF tem um dos mais avançados laboratórios de análise de resíduos do mundo onde prestamos esse serviço para o agricultor, clientes e acompanhamos toda essa questão.

Também temos uma Estação Experimental de Pesquisa, em Santo Antônio de Posse, onde realizamos a parte de campo, de controle de pragas e doenças. Temos uma área de plantio e estufas, onde desenvolvemos os testes de eficiência dos produtos, passando, após nossa aprovação, pelo Ministério da Agricultura, Ministério da Saúde e Ministério do Meio Ambiente e Anvisa.

A Anvisa avalia os agrotóxicos do ponto de vista da saúde. Analisa os resultados e informa se concorda ou não com os dados apresentados, se os danos apontados pela empresa são ou não aceitáveis e se irá conceder o registro. O Ministério da Agricultura e o Ministério do Meio Ambiente avaliam de acordo com os estudos ambientais e agronômicos.

A segurança de um produto depois que ele está registrado para o cultivo, vamos dizer assim, fiscalizado, é bem criterioso o processo para se conseguir ter um registro.

RedaçãoAgro – Sabemos que, além dos produtos, a BASF tem uma série de serviços à disposição do agricultor, correto?

Daniel Vieira – Exatamente. Um deles é o Smart Spray Solution, que é um programa de consultoria e adequação dos equipamentos de pulverização, onde damos uma orientação ao produtor para que ele aplique os produtos de forma adequada.

A BASF vai até a propriedade do cliente e analisa a operacionalidade de aplicação, dos pulverizadores, faz o levantamento das características do local e aplica o treinamento com toda a equipe envolvida.

Outro serviço que temos é o Agro Detecta, um software de monitoramento meteorológico. Estações espalhadas por todo o Brasil fazem uma coleta de dados agrometeorológicos e climáticos e disponibilizam em uma plataforma online, orientando produtor quanto ao melhor momento para fazer uso de defensivos de acordo com o clima, identificar e prevenir riscos que possam comprometer a lavoura e auxiliando na tomada de decisão.

Temos também, juntamente com a Esalq, um MBA chamado Treina HF, onde capacitamos tanto a equipe interna da BASF quanto a equipe e dos nossos fornecedores, para que eles possam realmente oferecer nossos produtos ao agricultor de forma segura e com toda a técnica e conhecimento que temos e transmitimos.

A Unicamp irá fornecer microrganismos e a BASF fará a seleção daqueles que tem maior potencial para o controle de doenças e nematoides, mercado que vem ganhando importância nos últimos anos, pois o mesmo reduz drasticamente a produção de cana-de-açúcar, soja, verduras e legumes.

De uma maneira geral, o mercado de biológicos representa entre 2 a 3% das vendas de produtos utilizados para a proteção de cultivos. A expectativa é que alcance 5% até 2024, segundo estimativas da BASF.

Fonte: RedaçãoAgro



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