Exportações de carne bovina crescem 15% em volume e 8% em receita em maio

Segundo nota à imprensa da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), as exportações de carne bovina in natura e processada voltaram a crescer em maio tanto em volume como em receita graças ao mercado chinês, ao início das aquisições pela Arábia Saudita e a compras elevadas por parte do Egito.

No total de processada e in natura, as vendas em maio foram de 126,3 mil toneladas (em abril 108 mil t), com receita de US$ 490,8 milhões, contra 110,2 mil t e US$ 453,5 milhões em maio de 2015, elevações de 15% em volume e 8% em valores. As informações são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (ex-Mdic), compiladas pela Abrafrigo.

No acumulado do ano, a Abrafrigo informou que as exportações brasileiras atingiram 588,3 mil toneladas, com receita de US$ 2,23 bilhões. De janeiro a maio de 2015, o resultado era de 523,5 mil toneladas e US$ 2,21 bilhões, o que significa um crescimento de 12% no volume e 1% na receita das exportações em 2016.

Hong Kong, com 134 mil toneladas, e China, com 71,5 mil toneladas, foram os maiores compradores do produto brasileiro de janeiro a maio deste ano. Na sequência, aparecem: Egito, com 92,5 mil t; Rússia, 54,6 mil t; Irã, 36,6 mil t; e Chile, com 27 mil t.

China já responde por 35% das compras

Com a reabertura do mercado ocorrida em junho do ano passado e uma política de atenção ao seu mercado interno, onde há novos hábitos de consumo, a China se transformou, nos últimos 12 meses, no maior cliente para a carne bovina brasileira, informou a Abrafrigo.

Somando-se a parcela que ingressa no país por Hong Kong e a que entra diretamente no continente, as compras chinesas já respondem por 35% das exportações brasileiras de carne bovina in natura e processada.
“As importações chinesas mais do que compensam as quedas nas vendas para clientes tradicionais do Brasil como a Rússia e a Venezuela, que em 2015 compraram 57% e 41% menos, respectivamente, devido à crise que fez baixar os preços do petróleo no mercado internacional”, analisou Péricles Salazar, presidente executivo da Abrafrigo, na nota.

“No entanto, temos apenas 16 frigoríficos exportando diretamente para o mercado chinês e a Abrafrigo trabalha forte para ampliar este número, uma vez que o governo daquele país demonstrou sua intenção de elevar o número de fornecedores brasileiros”, completou o dirigente.

Fonte: CarneTec

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