SC terá a 1ª compartimentação da avicultura de corte do Brasil e do Mundo

A avicultura industrial brasileira, considerada uma das mais avançadas do mundo, cumpre este ano mais uma importante etapa no aperfeiçoamento dos controles sanitários: a adoção da compartimentalização. A Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) promoverão solenidade de certificação da unidade catarinense da Seara Alimentos localizada em Itapiranga (SC) como a primeira unidade produtora de frangos de corte do Brasil e do Mundo certificada com a compartimentação.

A solenidade de certificação – com a presença do ministro Blairo Maggi, da Agricultura e entidades do agronegócio – ocorrerá no próximo dia 26 deste mês de março (uma segunda-feira), às 10 horas da manhã, na sede da Federação das Indústrias no Estado de Santa Catarina (FIESC), no bairro Itacorubi, em Florianópolis.


José Antonio Ribas Júnior, presidente da ACAV (crédito UQ Design)

O presidente da ACAV José Antônio Ribas Júnior assinala que “este é um importantíssimo avanço para a avicultura catarinense e brasileira. Quem acompanhou de perto este tema sabe o valor institucional desta conquista para o setor produtivo e para o Estado.”

As primeiras certificações de compartimentação no mundo estão sendo concedidas para a unidades de frango de corte (da Seara Alimentos, de Itapiranga/SC) e de genética de ovos (da Hy Line, de Nova Granada/SP).

A compartimentação é um programa que consiste, basicamente, na estruturação da produção em compartimentos, que mapeiam e isolam plantas e estruturas de granjas.  Com este modelo produtivo, a reação a eventos epidemiológicos será mais rápida e de mais fácil controle, reduzindo os impactos econômicos gerados e dando maior segurança sanitária à cadeia produtiva.   Ao mesmo tempo, por estar isolado, o sistema compartimentado proporciona melhores garantias de continuidade das vendas internacionais em caso de eventualidades sanitárias.

Ribas lembra que esforços nessa direção já estavam sendo feitos nos últimos anos com a regionalização da avicultura brasileira, em atendimento a diretrizes do Código Zoosanitário da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), estabelecida como medida para reduzir o impacto sobre a produção avícola diante da possível ocorrência de um foco de doenças da antiga lista A (Influenza Aviária, Newcastle).

O presidente da ACAV destaca que adoção da compartimentalização representa um avanço ainda maior no sistema de proteção da cadeia industrial da avicultura brasileira, já considerada uma das mais avançadas do mundo.

GARANTIAS

A ACAV participa, desde 2004, da estruturação do programa de regionalização da avicultura brasileira por Estado. A regionalização tem como objetivos principais reduzir a vulnerabilidade da produção avícola regional, criar condições para que um eventual foco de doença da antiga lista A se circunscreva à região onde ocorreu, preservando a avicultura de outros Estados da Federação.

Também visa dar garantias aos países importadores, assegurando que o risco é insignificante para as importações de produtos avícolas brasileiros de regiões não afetadas. Outra ação dos órgãos representativos do setor seria a de procurar que os serviços sanitários dos países importadores aceitem essas garantias, permitindo importações com origem em áreas livres.

ACAV defende a compartimentalização com objetivo de melhorar o controle para não disseminar as doenças em caso de um foco e, em caso de registro de doenças, manter as exportações de Estados não afetados.

“Os Estados têm capacidade para assumirem mecanismos eficazes no controle de doenças”, observa Ribas Júnior, lembrando que todos estão comprometidos com um programa de prevenção e controle: governo, empresas avícolas e criadores. Regiões de alta produção de aves, como o Oeste de Santa Catarina, devem adotar a compartimentalização.

http://www.cnabrasil.org.br/

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