Zootecnia celebra cinquentenário no Brasil

Completa 50 anos no próximo dia 13 de maio a inauguração do primeiro curso de graduação da Zootecnia no Brasil. O ensino foi iniciado na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.  Comemora-se, nesta data, o Dia do Zootecnista. De lá para cá, o País passou a contar com mais de 100 cursos de graduação na área, que em 2016 passarão pela avaliação periódica do último triênio.

Pesquisadores acreditam que a exploração dos animais pelo homem tenha começado na Ásia, em 7000 a.C, mas a Zootecnia como disciplina surgiu apenas em 1848, no Instituto Agronômico de Versalhes, na França. No Brasil, a institucionalização aconteceria 118 anos depois.

O mercado de trabalho, ainda que afetado pela crise econômica, gera boas oportunidades, por ter como mola propulsora o bom desempenho do agronegócio frente aos demais segmentos da economia nacional. O PIB do setor cresceu 1,8% em 2015 na comparação com o ano anterior, enquanto no período o nacional caiu 3,8%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Se hoje o Brasil é reconhecido o maior exportador de carne bovina, o segundo maior produtor de frango e quarto produtor de suínos no mercado mundial, muito se deve ao trabalho sério que os zootecnistas desenvolvem nas fazendas e granjas”, afirma o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), Mário Eduardo Pulga.

Abrangente, o campo de atuação para o zootecnista engloba atividades para além das relativas ao agronegócio, com animais silvestres, de companhia, esporte e lazer, em fazendas e granjas, estabelecimentos agroindustriais, indústria de rações, fármacos, produtos biológicos e outros insumos para animais.

O profissional também pode exercer suas atividades em instituições de ensino e centros de pesquisa e em empresas de consultoria e comercialização agropecuária. O presidente do CRMV-SP destaca, também, o competente trabalho feito por zootecnistas na preservação da fauna e na criação de animais de companhia, lazer e esporte. “O conhecimento aprofundado destes profissionais sobre as características de cada espécie e de cada raça, aliados à tecnologia, tem gerado resultados expressivos”, diz.

Regulamentada em 04 de dezembro de 1968 pela lei federal 5.550, o curso de Zootecnia teve seu currículo mínimo e duração estabelecidos pelo Parecer 406, Resolução n° 6. Em 1984, foram elaborados novos currículos. Em 1997 através do Edital 04/97 da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação e Cultura, os órgãos competentes novamente debatem uma reforma. Uma resolução de 2006 do MEC instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso.

Fonte: Assessoria Imprensa

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